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O que é Kubler-Ross, Elisabeth?

Kubler-Ross, Elisabeth foi uma renomada psiquiatra suíça-americana, conhecida por seu trabalho pioneiro na área dos cuidados paliativos e por sua teoria dos estágios do luto. Nascida em 1926, em Zurique, na Suíça, Kubler-Ross dedicou sua vida ao estudo e à compreensão da morte e do processo de morrer. Seu trabalho influenciou profundamente a forma como a sociedade lida com a morte e o luto, e suas contribuições continuam a ser relevantes até os dias de hoje.

Os estágios do luto

Um dos principais legados de Kubler-Ross é sua teoria dos estágios do luto, que descreve as diferentes fases emocionais pelas quais uma pessoa passa ao enfrentar a morte ou uma perda significativa. Esses estágios são amplamente aceitos e reconhecidos na área da psicologia e têm sido úteis para profissionais de saúde, pacientes e seus familiares na compreensão e no enfrentamento do processo de luto.

Estágio 1: Negação

No estágio da negação, a pessoa se recusa a aceitar a realidade da perda. Pode ser difícil para ela compreender que algo tão significativo tenha acontecido e pode tentar ignorar ou minimizar a situação. A negação é uma forma de defesa psicológica que ajuda a pessoa a lidar com a dor e a tristeza inicial.

Estágio 2: Raiva

Após a negação, é comum que a pessoa experimente sentimentos de raiva. Essa raiva pode ser direcionada a si mesma, à pessoa falecida, a Deus ou ao mundo em geral. É uma reação natural diante da perda e pode ser intensa e desorientadora. A raiva pode ser expressa de diferentes maneiras, como explosões emocionais, ressentimento ou irritabilidade.

Estágio 3: Barganha

No estágio da barganha, a pessoa tenta negociar com uma força superior para reverter a perda. Pode envolver promessas de mudança de comportamento, busca por soluções ou até mesmo a tentativa de fazer acordos com Deus. A barganha é uma forma de tentar encontrar um sentido ou uma solução para a perda, mesmo que seja irrealista.

Estágio 4: Depressão

A depressão é uma resposta natural ao luto e pode ser caracterizada por sentimentos de tristeza profunda, desesperança, falta de energia e isolamento social. Nesse estágio, a pessoa começa a enfrentar a realidade da perda e a lidar com a dor emocional de forma mais intensa. É importante ressaltar que a depressão no contexto do luto difere da depressão clínica e pode ser considerada uma reação normal ao processo de luto.

Estágio 5: Aceitação

No estágio da aceitação, a pessoa começa a aceitar a realidade da perda e a encontrar um novo equilíbrio emocional. Isso não significa que a pessoa esqueceu ou superou a perda, mas sim que ela aprendeu a conviver com ela de uma maneira mais saudável. A aceitação não é um estado de felicidade plena, mas sim uma forma de encontrar paz e seguir em frente.

A importância da teoria de Kubler-Ross

A teoria dos estágios do luto de Kubler-Ross trouxe uma nova perspectiva para a compreensão do processo de morrer e do luto. Antes de seu trabalho, a morte era um assunto tabu e pouco discutido na sociedade. Sua abordagem humanizada e compassiva ajudou a quebrar esses tabus e a trazer mais compreensão e empatia para o tema.

Aplicação da teoria na prática

A teoria dos estágios do luto de Kubler-Ross tem sido amplamente aplicada na prática de cuidados paliativos e no suporte a pacientes e familiares em situações de perda. Profissionais de saúde, como médicos, enfermeiros e assistentes sociais, utilizam essa teoria como uma ferramenta para compreender e auxiliar as pessoas em luto, oferecendo suporte emocional e orientação durante o processo.

Críticas à teoria

Embora a teoria dos estágios do luto de Kubler-Ross seja amplamente aceita e utilizada, também recebeu críticas ao longo dos anos. Alguns argumentam que a teoria pode ser muito simplista e não levar em consideração a complexidade individual do processo de luto. Além disso, a ordem dos estágios pode variar de pessoa para pessoa e nem todos os indivíduos passam por todos os estágios descritos.

Legado de Kubler-Ross

O trabalho de Kubler-Ross teve um impacto significativo na forma como a sociedade lida com a morte e o luto. Sua abordagem humanizada e compassiva ajudou a trazer mais compreensão e empatia para essas questões, e suas contribuições continuam a influenciar profissionais de saúde, pacientes e familiares em todo o mundo. Seu legado é um lembrete constante da importância de abordar a morte e o luto de maneira sensível e respeitosa.